Depois de dois dias relembrando quem eu costumava ser, surgiu uma música.
Agulha
O sangue na ponta da agulha
O bater cansado da pulsação
O fluir intenso da luxúria
O prazer que escorre da minha mão
A calma que invade o meu corpo
As memórias que eu quero esquecer
A certeza que o tempo é pouco
A angústia que não tem porquê
Eu não penso na incerteza
Eu não penso na ilusão
Eu não penso na indiferença
Eu não penso na solidão
O prazer na ponta da agulha
O fluir intenso da pulsação
O bater cansado da luxúria
O sangue que escorre na minha mão
Memórias que invadem o meu corpo
A certeza que eu quero esquecer
A angústia de o tempo ser pouco
Calmaria que não tem porquê
Eu não penso na incerteza
Eu não penso na ilusão
Eu não penso na indiferença
Eu não penso na solidão
Eu não penso em nada
Eu não penso em nada
Eu não penso em nada
Eu não penso em nada...
domingo, 4 de setembro de 2011
sábado, 14 de maio de 2011
Acho que vou voltar a postar
Escolhas
E de dentro do meu peito vão brincando de gangorra
De um lado a solidão e do outro o desprezo
E de dentro do meu peito vão brincando de gangorra
De um lado a solidão e do outro o desprezo
sexta-feira, 1 de abril de 2011
Sublimando...
Abstinência
O meu mundo congela
Quando eu fecho essa porta
E o frio me cansa
E o tempo é espera
E o fogo apaga
Pois o sangue estanca
E esse vício me corta
O meu mundo congela
Quando eu fecho essa porta
E o frio me cansa
E o tempo é espera
E o fogo apaga
Pois o sangue estanca
E esse vício me corta
sexta-feira, 25 de março de 2011
Niilismo e misantropia
Cadáveres
Milhões de corpos enchem as avenidas
Felizes vermes se arrastam pelo chão
A alegria decomposta em pedaços
Eu só percebo como mera distração
Quando já não existe a mínima vontade
De algo mais além do que te força a ser
Cada pessoa se torna um cadáver
E tudo cessa antes mesmo de nascer
Já se confunde amor por necrofilia
E eu me afundo nesse poço de descaso
Mas não sou eu por demais profundo
É esse mundo, imundo que é raso
Me corte a carne
Mostre seu desgosto
Me sinto vivo
Com o que me faz sangrar
Só minha dor
Me torna mais forte
Pois todo riso que eu vejo
Não está morto
É a morte
Milhões de corpos enchem as avenidas
Felizes vermes se arrastam pelo chão
A alegria decomposta em pedaços
Eu só percebo como mera distração
Quando já não existe a mínima vontade
De algo mais além do que te força a ser
Cada pessoa se torna um cadáver
E tudo cessa antes mesmo de nascer
Já se confunde amor por necrofilia
E eu me afundo nesse poço de descaso
Mas não sou eu por demais profundo
É esse mundo, imundo que é raso
Me corte a carne
Mostre seu desgosto
Me sinto vivo
Com o que me faz sangrar
Só minha dor
Me torna mais forte
Pois todo riso que eu vejo
Não está morto
É a morte
quinta-feira, 10 de março de 2011
Experiência Semiótica
Depois de um longo tempo sem postagens, vou publicar algo diferente. Não tão diferente, mas que foi produzido de forma diferente. Dessa vez, ao invés de me deixar levar pela inspiração, tentei entendê-la. Tentei fazer o caminho inverso, e analisar a obra antes da produção. Escolhi o melhor tempo verbal, as figuras que reforçariam sentido, o tipo de rima que deveria prevalecer, a estrutura do texto. Só depois de pensar em quais detalhes o sentido que eu queria poderia ser traduzido que parei para escrever. Usem a imaginação para a trilha sonora.
Ciranda
Ciranda, cirandinha
Vamos todos cirandar
Brindamos de copo em copo
Até bebermos o bar
Nesse nosso grande jogo
Quem espera está fora
Tome tudo mais depressa
Pegue, puxe e passe agora
Se o efeito é passageiro
E o torpor adormecido
Abrimos outra garrafa
Misturamos comprimidos
Ciranda, cirandinha
Vamos todos cirandar
Usamos de corpo em corpo
E nos deixamos usar
Tocamos corpos estranhos
Cegos pela euforia
Nos vendemos por bem pouco
Outra dose de alegria
Escondemos o pudor
Nos desejos que expomos
Perdidos em outras bocas
Esquecemos de quem somos
Ciranda, cirandinha
Vamos todos cirandar
Vagamos de rua em rua
Sem saber onde chegar
Entornamos nossas vidas
Dos nossos medos fugimos
Orgulhosos da desgraça
Vomitamos e sorrimos
E caído na sarjeta
Com um copo em cada mão
Nós tornamos brincadeira
A nossa destruição
Ciranda, cirandinha
Vamos todos cirandar
Brindamos de copo em copa
Até bebermos o bar
segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011
Valentine's Day (dobradinha)
Sempre?
Já passaram tantas primaveras
Certamente muito mais invernos
Tantos céus, purgatórios, infernos
Que não há um porquê pra temer
Um dia tudo passa...
...Eu até acho graça
Na angústia que é transcrever
Escrever, traduzir meus flagelos
Escondidas em versos singelos
As mentiras que soam tão belas
Em sentenças vazias que digo
Eu inverto o que quero dizer
É seu eu meu castigo e abrigo
Queda eterna, tortura e prazer
Já passaram tantas primaveras
Certamente muito mais invernos
Tantos céus, purgatórios, infernos
Que não há um porquê pra temer
Um dia tudo passa...
...Eu até acho graça
Na angústia que é transcrever
Escrever, traduzir meus flagelos
Escondidas em versos singelos
As mentiras que soam tão belas
Em sentenças vazias que digo
Eu inverto o que quero dizer
É seu eu meu castigo e abrigo
Queda eterna, tortura e prazer
Valentine's Day
Até quando
Se me perguntas nas noites
Em que não tenho dormido
Se já me canso do chão
Saiba que foi decidido
Com meus porquês escondidos
Entre o sim e o não
Eu vou ficar com o talvez
Talvez me perca na espera
Talvez a espera se perca
Ou talvez outra ilusão
Se são seus lábios ou a porta
O que desejo e quero
Vai depender de qual vez
Se me perguntas nas noites
Em que não tenho dormido
Se já me canso do chão
Saiba que foi decidido
Com meus porquês escondidos
Entre o sim e o não
Eu vou ficar com o talvez
Talvez me perca na espera
Talvez a espera se perca
Ou talvez outra ilusão
Se são seus lábios ou a porta
O que desejo e quero
Vai depender de qual vez
sábado, 29 de janeiro de 2011
Outro antigo
Há dias
Há dias que não me entendo
E tudo o mais passa lento
Do sol que não quer se pôr
À flor que não quer nascer
São dias de tom cinzento
As vozes vão contra o vento
Os frutos não têm sabor
Que possa me dar prazer
Há dias que duram anos
Insistem em se estender
Há dias que eu não te amo
Há dias que não me entendo
E tudo o mais passa lento
Do sol que não quer se pôr
À flor que não quer nascer
São dias de tom cinzento
As vozes vão contra o vento
Os frutos não têm sabor
Que possa me dar prazer
Há dias que duram anos
Insistem em se estender
Há dias que eu não te amo
sábado, 15 de janeiro de 2011
Um pouco de surrealismo não faz mal a ninguém
Uma luz, um borrão, uma forma disforme
Presente passado em memória futura
No sonho em que dorme a simples razão
A voz que mistura jamais nunca sempre
O ruído lento estrondo sussurro
O sim que não cabe na verdade rei
Não sei como sei, só sei que não sabe
Sou eu aquela sombra perdida no tempo
Presente passado em memória futura
No sonho em que dorme a simples razão
A voz que mistura jamais nunca sempre
O ruído lento estrondo sussurro
O sim que não cabe na verdade rei
Não sei como sei, só sei que não sabe
Sou eu aquela sombra perdida no tempo
domingo, 9 de janeiro de 2011
Ano Novo, Vida Velha
Faço força pra esquecer
Me perco em relembrar
E cada vez que eu mudo
É outra dor que me corta
Não sei se te quero bem
Não sei se te quero morta
Me perco em relembrar
E cada vez que eu mudo
É outra dor que me corta
Não sei se te quero bem
Não sei se te quero morta
Assinar:
Comentários (Atom)
