Sempre?
Já passaram tantas primaveras
Certamente muito mais invernos
Tantos céus, purgatórios, infernos
Que não há um porquê pra temer
Um dia tudo passa...
...Eu até acho graça
Na angústia que é transcrever
Escrever, traduzir meus flagelos
Escondidas em versos singelos
As mentiras que soam tão belas
Em sentenças vazias que digo
Eu inverto o que quero dizer
É seu eu meu castigo e abrigo
Queda eterna, tortura e prazer

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