Para lá
Se eu ando a esperar
Que o fim, que é sempre o mesmo
Surja e pare o caminhar
Onde ando, que me importa?
Curvas retas, linhas tortas
Vou guiando sem destino
Minhas passadas a esmo
Mas se não faz diferença
O percurso ou a desistência
Quero poder ver a vida
Enquanto ainda posso viver
Faço a minha corrida
Um pouco mais apressada
Ultrapasso os que se enganam
Os que andam só em círculo
Os que param em encruzilhadas
Os que mudam a direção
Toda estrada leva sempre a algum lugar
Lá
*Mas nem sempre é assim. Algumas vezes o apego torna cada caminho mais fácil ou mais difícil. A distância ou a proximidade é a escolha mais complicada; depende pouco do espaço, e muito da necessidade.

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