‘’Para mim há sempre pontos de interrogação por todo o lado. A única coisa interessante são as perguntas, não as respostas. Saber do que se trata. É sempre este o problema. Do que se trata?O que é? Por quê?’’ (Henri Cartier-Bresson)
É a dúvida que move o mundo. É o descontentamento, a incerteza, o desejo pelo saber. Querer o que não se tem; essa é a condição necessária para buscar, para desvendar, para criar algo. E de que outra forma poderia se descobrir o que falta senão perguntando? A causa do progresso é o questionamento constante. Somado ao acaso.
A dúvida só pode ocorrer dentro de um momento único, e dentro de um contexto social, cultural e histórico. Contexto esse que não é fabricado, mas se constituí por acaso, sem intervenção racional. Não um acaso entendido como um conjunto de ocorrências caóticas, deslocadas no tempo e no espaço. Mas sim um acaso que se refere às consequências de todas as forças que atuam sobre a vida, e que são por demais complexas para que seja possível apreendê-las.
Com base nessa pequena reflexão, o Fotojornalismo pode ser compreendido como uma forma de duvidar por dois motivos. Primeiro, porque deslocar uma cena de seu contexto é analisar um aspecto da realidade, é produzir uma interpretação de um acontecimento. Uma fotografia não é isenta, da mesma forma que um fotógrafo não é isento. O acaso compõe a cena, mas é uma escolha intencional a de disparar a câmera em determinado momento, e em determinado ângulo. A decisão de fazer uma foto é a tentativa de capturar uma imagem, de compreender um evento. E só se pode tentar compreender algo que gere dúvidas, algo sobre o que questionamos.
Em segundo lugar, o enquadramento de uma cena não é apenas positivo, porque ressalta uma imagem; é também negativo, porque apaga um todo. Dessa forma, o produto final do Fotojornalismo não é uma certeza, mas um meio de gerar dúvidas. Quem olha uma fotografia deve se perguntar sobre o que foi deixado de fora, e por que. A fotografia também é um discurso, possui significado; não é meramente descritiva, como pode parecer em um primeiro momento.
A realidade é a mesma para todos; o que muda é a forma de percebê-la. E a única maneira de entender aquilo que percebemos é duvidando. A percepção e o questionamento da percepção: a fotografia é isso. Ao menos pode ser.
‘’Há mil maneiras de cozinhar um ovo, mas o ovo é sempre o mesmo. Temos que questionar, de saber do que se trata o tempo todo.’’ (Henri Cartier-Bresson)
É a dúvida que move o mundo. É o descontentamento, a incerteza, o desejo pelo saber. Querer o que não se tem; essa é a condição necessária para buscar, para desvendar, para criar algo. E de que outra forma poderia se descobrir o que falta senão perguntando? A causa do progresso é o questionamento constante. Somado ao acaso.
A dúvida só pode ocorrer dentro de um momento único, e dentro de um contexto social, cultural e histórico. Contexto esse que não é fabricado, mas se constituí por acaso, sem intervenção racional. Não um acaso entendido como um conjunto de ocorrências caóticas, deslocadas no tempo e no espaço. Mas sim um acaso que se refere às consequências de todas as forças que atuam sobre a vida, e que são por demais complexas para que seja possível apreendê-las.
Com base nessa pequena reflexão, o Fotojornalismo pode ser compreendido como uma forma de duvidar por dois motivos. Primeiro, porque deslocar uma cena de seu contexto é analisar um aspecto da realidade, é produzir uma interpretação de um acontecimento. Uma fotografia não é isenta, da mesma forma que um fotógrafo não é isento. O acaso compõe a cena, mas é uma escolha intencional a de disparar a câmera em determinado momento, e em determinado ângulo. A decisão de fazer uma foto é a tentativa de capturar uma imagem, de compreender um evento. E só se pode tentar compreender algo que gere dúvidas, algo sobre o que questionamos.
Em segundo lugar, o enquadramento de uma cena não é apenas positivo, porque ressalta uma imagem; é também negativo, porque apaga um todo. Dessa forma, o produto final do Fotojornalismo não é uma certeza, mas um meio de gerar dúvidas. Quem olha uma fotografia deve se perguntar sobre o que foi deixado de fora, e por que. A fotografia também é um discurso, possui significado; não é meramente descritiva, como pode parecer em um primeiro momento.
A realidade é a mesma para todos; o que muda é a forma de percebê-la. E a única maneira de entender aquilo que percebemos é duvidando. A percepção e o questionamento da percepção: a fotografia é isso. Ao menos pode ser.
‘’Há mil maneiras de cozinhar um ovo, mas o ovo é sempre o mesmo. Temos que questionar, de saber do que se trata o tempo todo.’’ (Henri Cartier-Bresson)

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