O que é necessário para se conhecer um lugar? Em um mundo cada vez mais conectado por uma rede de informação, fica fácil acessar fotografias, depoimentos, vídeos. Tudo é mediado por uma tela, mas, ainda assim, com poucos cliques podemos ver lugares que nunca visitamos, ler sobre a cultura e a história daquele lugar, adicionar os moradores em uma rede social qualquer. Conhecer um lugar não se trata disso? De ver o que ainda não viu, descobrir o que ainda não sabe, conhecer pessoas que ainda não conhece? Não é mais necessário sair da frente de um computador para conhecer o mundo. É possível ser um especialista em Paris sem nunca ter ido a Paris. E isso só tende a se intensificar, com a criação de novas tecnologias, como o aprimoramento do Google Maps para uma visão em primeira pessoa de todas as ruas do globo.
Mas se é assim, porque visitar um lugar é tão diferente do que conhecê-lo à distância? Na tela falta a proximidade. A tela não reproduz a vivência, o fazer parte de uma realidade diferente daquela encontrada no seu cotidiano. É fácil ver fotografias, mas é preciso sentir os cheiros de um lugar, sentir os gostos, os toques. É fácil coletar informações listadas, mas é preciso descobrir como a história e a cultura têm efeito na prática. É fácil falar com pessoas pelo MSN, mas para entender as pessoas é preciso experimentar o seu modo de vida. É isso que faz a diferença, as pessoas são diferentes em cada lugar, e também é diferente o modo como elas interagem com cada lugar.
Talvez o problema esteja com o verbo. “Conhecer” é muito vago, até porque nos satisfazemos muito fácil com a superficialidade. Melhor talvez seria escrever “viver”. Qualquer um pode conhecer Paris. Mas você já “viveu” Paris? E não só Paris, mas qualquer cidade, qualquer bairro, qualquer esquina. “Paris é única!”. Ora, Mucuri também!
Mas se é assim, porque visitar um lugar é tão diferente do que conhecê-lo à distância? Na tela falta a proximidade. A tela não reproduz a vivência, o fazer parte de uma realidade diferente daquela encontrada no seu cotidiano. É fácil ver fotografias, mas é preciso sentir os cheiros de um lugar, sentir os gostos, os toques. É fácil coletar informações listadas, mas é preciso descobrir como a história e a cultura têm efeito na prática. É fácil falar com pessoas pelo MSN, mas para entender as pessoas é preciso experimentar o seu modo de vida. É isso que faz a diferença, as pessoas são diferentes em cada lugar, e também é diferente o modo como elas interagem com cada lugar.
Talvez o problema esteja com o verbo. “Conhecer” é muito vago, até porque nos satisfazemos muito fácil com a superficialidade. Melhor talvez seria escrever “viver”. Qualquer um pode conhecer Paris. Mas você já “viveu” Paris? E não só Paris, mas qualquer cidade, qualquer bairro, qualquer esquina. “Paris é única!”. Ora, Mucuri também!

