Antes de mais nada, não, não é esse o texto que eu estava tentando terminar. Fiquei na dúvida se postava ou não esse poema, mas resolvi ligar o foda-se. Mais uma vez, um poema que tem a rosa como elemento central. A rosa me persegue. Não é à toa que a gravei na minha pele.

Hoje eu vi uma rosa jogada no chão.
A mistura da sujeira da sarjeta com a beleza da flor foi um choque para mim.
As pétalas ainda não haviam desabrochado, mas o vermelho já manchava o asfalto.
Em um beco qualquer, como se fosse uma planta qualquer, e não a mais bela das flores.
Quis tocar sua pele aveludada, e envolvê-la com minhas mãos.
Quis levá-la para longe, afastá-la do beco imundo onde se encontrava.
Mas não podia.
Não sabia o porquê de ela ter caído, nem sabia se queria se levantar.
Não era minha a decisão, e sim do cabo que a desprendeu.
Achei uma rosa caída no chão.
E a tristeza que me invadiu era a certeza de que nada podia fazer para impedi-la de murchar.

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