sábado, 29 de janeiro de 2011

Outro antigo

Há dias

Há dias que não me entendo
E tudo o mais passa lento
Do sol que não quer se pôr
À flor que não quer nascer

São dias de tom cinzento
As vozes vão contra o vento
Os frutos não têm sabor
Que possa me dar prazer

Há dias que duram anos
Insistem em se estender
Há dias que eu não te amo

sábado, 15 de janeiro de 2011

Um pouco de surrealismo não faz mal a ninguém

Uma luz, um borrão, uma forma disforme
Presente passado em memória futura
No sonho em que dorme a simples razão
A voz que mistura jamais nunca sempre

O ruído lento estrondo sussurro
O sim que não cabe na verdade rei
Não sei como sei, só sei que não sabe
Sou eu aquela sombra perdida no tempo

domingo, 9 de janeiro de 2011

Ano Novo, Vida Velha

Faço força pra esquecer
Me perco em relembrar
E cada vez que eu mudo
É outra dor que me corta
Não sei se te quero bem
Não sei se te quero morta
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