Amor
Odioso sentimento
Maldita emoção
Soturno se esgueira
Invade meu peito
Mas com que direito?
Com que permissão?
O corpo-escudo
Domínio perfeito
Se abre desfeito
E sem proteção
Não luto
Aceito a inundação
E para esvaziar
Não resta opção
Mais do que chorar
E escrever
Odioso sentimento?
Maldita emoção?
Se um quê já sem jeito
Insiste em doer
Ao menos aspiro
A inspiração
quarta-feira, 29 de dezembro de 2010
Enquanto eu viajo, posto coisas antigas
terça-feira, 21 de dezembro de 2010
Bukowski entende
Em mim
Estou cansado desses rostos tantos
Que tanto parecem e nada me dizem
Cansado dessa eterna embriaguez
Do entorpecimento de meu ser pela vontade vossa
Estar vivo não é o mesmo que existir
E por onde ando só vejo uma multidão de corpos
Quando não me enerva, o mundo me entristece
Ficar sozinho seria bom, não fosse essa maldita solidão
Estou cansado desses rostos tantos
Que tanto parecem e nada me dizem
Cansado dessa eterna embriaguez
Do entorpecimento de meu ser pela vontade vossa
Estar vivo não é o mesmo que existir
E por onde ando só vejo uma multidão de corpos
Quando não me enerva, o mundo me entristece
Ficar sozinho seria bom, não fosse essa maldita solidão
domingo, 19 de dezembro de 2010
Pequena provocação
Amém
Eu é que não vou gastar dinheiro
Comprando uma vaga no céu
Eu sou brasileiro!
Já tô acostumado com o calor
Eu é que não vou gastar dinheiro
Comprando uma vaga no céu
Eu sou brasileiro!
Já tô acostumado com o calor
sexta-feira, 10 de dezembro de 2010
Mais uma canção
Calmaria e tormenta
Navego sem cais, não tendo aonde ir
Eu fico em paz
O mar, já sem mais, não tenta impedir
O que a maré faz
Até que o acaso me encontra e me traz
De volta para ti
Tormenta que cessa o meu tormento
A calmaria me puxa para trás
As ondas escuras que quebram o vento
Por dentro quebram ainda mais
Respingos de água e sal do oceano
Eu sedento querendo entender
É só um momento, vão durar anos
A tempestade que vem de você?
Queria naufragar
Me afogar
Deixar aqui jamais
Navego sem cais, não tendo aonde ir
Eu fico em paz
O mar, já sem mais, não tenta impedir
O que a maré faz
Até que o acaso me encontra e me traz
De volta para ti
Tormenta que cessa o meu tormento
A calmaria me puxa para trás
As ondas escuras que quebram o vento
Por dentro quebram ainda mais
Respingos de água e sal do oceano
Eu sedento querendo entender
É só um momento, vão durar anos
A tempestade que vem de você?
Queria naufragar
Me afogar
Deixar aqui jamais
sábado, 4 de dezembro de 2010
Crise de insônia
Olhares
Os meus olhos já estão cansados
Tanto que procuram não ver
E mesmo esgueirando escondido
Evitando aquilo que quero
Mas espero nunca encontrar
Um aflito acaso acontece:
Seu olhar, e a luz que venero
De qualquer sem jeito
Minhas cicatrizes ainda doem
Você fala de um dia ruim
Eu tenho uma vida inteira
Os meus olhos já estão cansados
Tanto que procuram não ver
E mesmo esgueirando escondido
Evitando aquilo que quero
Mas espero nunca encontrar
Um aflito acaso acontece:
Seu olhar, e a luz que venero
De qualquer sem jeito
Minhas cicatrizes ainda doem
Você fala de um dia ruim
Eu tenho uma vida inteira
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